domingo, 8 de fevereiro de 2009

Se eu fosse o vento...


Eu queria saber me transformar em vento agora. Viajaria e veria o refelexo do luar nesse rio.
Quando eu chegasse no seu quarto a janela estaria aberta e, suavemente, num sopro leve, eu entraria. Sentindo essa brisa você se mexeria, mas só um pouco, e continuaria a dormir sorrindo. Eu me sentiria feliz, esperaria mais um tempo pra ter certeza de não ter acordado você do seu mais doce sonho, mas de ter feito você sentir que eu estive ali, mesmo estando longe.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Meu mundo azul



Tem dias que tudo parece perfeito, e aí “pans”, um leve acontecimento deixa tudo num tom de cinza desbotado. A garota simplesmente tenta esquecer esse tom num sonho pintado de violeta e preto.
E existem aqueles dias que a garotinha acorda com vontade de continuar no mundo azul, que é o seu quarto. E isso tudo porque quando se está meio chateado bom mesmo é permanecer só até que as coisas se ajeitem.
O mais genial de tudo é saber que em determinadas situações é necessário ter compreensão com as coisas. Nessa hora a garota abre sua bagunçada caixa branca e azul de coisas muito importantes e procura um minúsculo envelope cor de rosa onde guardou com muito cuidado essa tal de compreensão, mas o envelope por algum motivo misterioso não está lá.
E então, só há uma coisa a fazer: despejar tudo que está na caixa branca e azul em uma almofada laranja e arrumar tudo cuidadosamente, para que dessa vez nada fique fora do lugar. Assim, quem sabe, tudo volta ao normal e a garota resolve sair do casulo azul e voar para ver as cores que o mundo a sua volta proporciona.
"... é preciso a gente saber como chegar no coração de quem a gente quer. E é isso que é preciso pra gente ser feliz, ser feliz"
ps1: é sempre bom se perguntar "será que eu li direito?"
ps2: será que as pessoas estão sempre erradas? Ou a garotinha precisa saber que ela não é a dona da verdade? Ficadicaprapensar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O uso terapêutico das cores


AZUL - Acalma e equilibra, é analgésico, regenera as células dos músculos, nervos, pele e aparelho circulatório.
LARANJA - proporciona maior alegria, joavialidade e ELIMINA GORDURAS EM ÁREAS LOCALIZADAS.
AMARELO - desenvolve a criatividade e é benéfico para a pele.
Mas o que importa mesmo é saber iluminar, enquadrar e clicar! E aí de nós que temos a certeza de que o storyboard não é o mais importante!
Uma homenagem ao grupo TAMF e ao nosso processo de (re)criação do ensaio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Extraordinárias

Não estou aqui para dizer que as pessoas grandes são ruins, mas para lembrar a importância de manter viva a criatividade infantil dentro de cada um daqueles que já não são tão crianças.

É realmente interessante como para uma criança as coisas simples são as mais importantes e é genial a capacidade que elas têm de compreender que num papel onde há desenhada uma caixa com três furos é possível ver um carneiro adormecido, ou até mesmo que a real importância de possuir uma coisa é a utilidade que você tem para ela.

Existem características distintas para crianças e pessoas grandes, uma delas é o processo descritivo daquilo que as cerca. Uma criança é capaz de perceber que um sorvete de chocolate pode ser cremoso e super gelado(aposto que os adultos são capazes de esquecer esse detalhe precioso!), já um adulto consegue perceber os adjetivos contidos num sorvete quando ele está na balança e quando tem que coçar o bolso para pagar, ainda que seja num dia de promoção! Há ainda aqueles adultos que catalogam arquivos, números, telefones e até mesmo contracheques; e é decididamente inexplicável para uma criança que as pessoas grandes tenham dificuldade para catalogar flores por acreditarem que só as coisas “eternas” são importantes. Se a maioria dos adultos realmente se preocupassem com algo eterno estariam, 2008 anos depois, praticando o amor ao próximo de uma maneira mais intensa. Pelo menos existem aqueles adultos que conseguem pensar em algo que não seja eles mesmos, e até conseguem se preocupar com um regulamento, ainda que seja para a simples e bela função de acender e apagar um lampião. As pessoas grandes são mesmo extraordinárias!

Há uma segunda coisa importante, os números. Estes são para as pessoas grandes, talvez, uma coisa simples, porque de fato elas se preocupam com eles:Qual a sua idade? Qual o preço disto? Quantos bois você possui? Quantos amigos você tem?... e por aí vai.

"Assim, se a gente lhes disser: 'A prova de que um principezinho existia é que: ele era encatador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe', elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: 'O planeta de onde ele vinha é o asteróide B612', ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lher querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes." (Antoine de Saint Exupéry - O Pequeno Príncipe - fala do aviador aos leitores)

Estou no quarto semestre de Comunicação, possuo um blog, já postei 4 textos (incluindo este e um de autoria de um amigo), criei este blog no mês de número 10 e tenho 21 anos até o momento. O fato é que: quando não se é mais tão criança na idade fica mais difícil ver o carneiro através da caixa ou não se preocupar tanto com números. Fica a dica!

domingo, 2 de novembro de 2008


Zen

terça-feira, 28 de outubro de 2008










O que você vê?

"... é preciso força pra sonhar e perceber que
a estrada vai além do que se vê." (Los Hermanos)

Soldadinho de Chumbo


Uma caixa com 25 soldadinhos de chumbo pode parecer um caminhão cheio de japoneses. Mas, se olharmos atentamente, sempre descobriremos algo que faz de cada soldado um SER único. Neste caso, não é só a falta de uma perna que o torna diferente dos outros, mas a maneira especial que ele tem de ver a vida.

Para cada soldadinho existe um singelo amor que o encanta e o faz pensar nos mais belos sonhos. E mesmo que às vezes as coisas pareçam difíceis como um barquinho de papel sendo levado pela correnteza, dentro daquele coraçãozinho de “chumbo” há sempre um pensamento esperançoso de que tudo tornará a se tranqüilizar e que o seu grande amor, a linda bailarina, sempre estará ao seu lado, mesmo que só através da força que os une.


“O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder amá-la.” (O soldadinho de Chumbo – de Hans Christian Andersen)